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AS LINHAS DE NAZCA

 

Pôr Enio Trevizani

07 / 09 / 2014

Localizadas na região sul do Peru, em Palpa, próxima à costa do Pacífico, no deserto de Nazca, na região do altiplano peruano, as Linhas de Nazca são estranhas figuras, formas geométrica e linhas desenhadas no solo do deserto, esculpidas entre 900 a.C. e o ano 600 d.C., pelos povos pré-colombianos, que só podem ser vistas pelo alto, devido ao tamanho e as proporções das imagens.

De cima, com ajuda de um avião, helicóptero ou balão, podemos observar representações de traçados, formas humanas, animais, plantas e até mesmo algo que se parece com uma pista de pouso.

Algumas chegam a mais de cento e trinta metros de extensão. Os desenhos formam lagartos, pássaros, macacos, árvores e homens que são mais parecidos com “deuses”, por causa de suas indumentárias.

Descobertas pelo peruano Toríbio Mejia Xespe, em 1926, este famoso arqueólogo da época, não deu muita importância e julgou tratar-se de estradas utilizadas pelos povos anteriores aos incas, em rituais religiosos.

Mais tarde, em 1941, foram estudadas pelo arqueólogo americano, da Universidade de Long Island, em Nova York, Dr. Paul Kosok, que tomou conhecimento dos desenhos e ficou extasiado com as figuras.

Logo após, sua assistente, Maria Reiche, assumiu os estudou e dedicou-se profundamente no conjunto das linhas que formavam um pássaro em vôo, chegando à conclusão que se tratava de um imenso calendário astronômico, além de estar ligado à agricultura e o período da ocorrência de chuvas, como também das secas na região.

Maria Reiche dedicou toda a sua vida no estudo de Nazca e suas teorias são as mais aceitas na comunidade acadêmica.

O mais intrigante é que as figuras são tão grandes que não são perceptíveis quando vistas do solo, o que gera as mais diversas ideias e teorias sobre o fato, que tentam explicar as razões, pelas quais foram feitas tais imagens e os impactos que puderam causar naquela primitiva civilização.

Partindo do principio que o avião só foi inventado no início do séc. XX, fica a dúvida sobre o verdadeiro propósito da realização da obra e para quem eram feitas, apesar de que muitos cientistas acreditam que os índios de Nazca, supostamente teriam realizado experiências com balões, teoria esta que é baseada no estudo de um vaso encontrado na região, que apresenta nitidamente uma gravura de um balão.

Atualmente este vaso pode ser visto no museu de Lima, na capital peruana.

Pelo estudo do tamanho das figuras e linhas que formam o conjunto de Nazca, chega-se a conclusão, que sua realização demorou centenas de anos e exigiu um grande número de pessoas trabalhando.

Alguns defensores da idéia de que haja vida inteligente fora do nosso sistema solar, acreditam que na verdade estas suntuosas obras, teriam sido construídas por “astronautas” que periodicamente visitavam a região e as linhas seriam indicações para pouso de naves extraterrestres.

Contudo, não é muito provável que naves aterrassem na área sem alterar os desenhos do solo. Estas teorias são proposta por aqueles que não acreditam ou julgam que não seria possível que simples índios, pudessem realizar uma obra tão majestosa e precisa. Estas pessoas se apegam na crença que o propósito de tal realização e a tecnologia que a gerou, só pode ter sido criadas e trazidas por civilizações de outro planeta, mas se tratando dos povos pré-colombianos como os Aztecas, os Maias e os Incas com alto grau de conhecimento em matemática e astronomia, podemos acreditar que realmente seria possível.

Mas ainda ficam muitas dúvidas e quando o ser humano fica diante de algo que não pode ser explicado a princípio, se apega na crença de intervenções “divinas” e seres com poderes mágicos, sem levar em consideração a ciência, que pode nos dar uma explicação palpável, que prove o contrário sobre todas essas crendices e ações extraordinárias, pois estudos revelaram que as linhas de Nazca, faziam parte dos cultos à água e à fertilidade, realizados pelas civilizações que viveram na região.

Os arqueólogos constataram, que as figuras de enormes trapézios, apontam para as nascentes dos três rios que cortam o local e outras figuras se voltam para o ponto onde as águas desses rios se encontram.

Mais ainda há muitas perguntas simples não foram respondidas, como por exemplo: por que as figuras só podem ser vistas pelo alto e para quem foram feitas?

Um mistério a ser desvendado.

Por se tratar de algo tão intrigante, as pessoas acabam por criar fantasia, e a mente humana é muito fértil, a imaginação não tem limite, o mundo está cheio das “conspirações” (“O Código da Vince”, “Eram Deuses Astronautas”, “Quem Matou Kennedy?”, o “Projeto Filadélfia”, “O Falso Pouso da Apolo XII na Lua”, a “Área 51”, o “Triangulo das Bermudas” entre muitos outros), que rendem milhares de livros e sites da internet.

Para tudo isto, o governo peruano está de portas abertas para receber curiosos e cientistas do mundo todo, pessoas que acreditam que alguma espécie de “astronauta” teria visitado o deserto do Peru e se comunicado com as civilizações que ali viveram e outros que querem apenas descobrir o que realmente as Linhas de Nazca representam.

Na região Palpa, todos lucram com milhares de visitantes, que procuram uma resposta ou apenas matar a curiosidade, pagando cerca de US$ 35,00, em um vôo de 30 minutos e lotando lojas, hotéis e restaurantes. Mais um excelente exemplo de como podemos nos aproveitar de uma lenda, um acontecimento ou mesmo uma “boa estória” para desenvolver o turismo e transformar uma região em um pólo turístico de qualidade.

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