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Locais misteriosos e fascinantes são atrativos para o turismo em vários locais do planetaRELÍQUIAS DE NOSSA HISTÓRIA

 

Por Enio Trevizani

Todos os anos comemoramos feriados cívicos, como Dia do Descobrimento, Tiradentes, Declaração da Independência, Proclamação da República, entre outros.

São dias que muita gente não vai ao trabalho ou ao estudo e poucos brasileiros se recordaram do real significado destas datas tão importantes para com a história do país e para com seu povo.

Na verdade a grande maioria, não está realmente preocupada em manter a tradição e a história, pelo menos quem deveria fazê-lo, o que é lamentável para uma pátria tão grande como a nossa, que desconhece o significado das palavras “Liberdade”, "Democracia" e “Civismo”.

Preocupados em manter viva a história do Brasil, alguns sérios governantes ergueram célebres monumentos para reverenciar atos históricos como o Museu do Ipiranga na capital paulista, um dos edifícios mais belos da cidade de São Paulo.

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, mais conhecido como Museu do Ipiranga, é uma homenagem a Proclamação de Independência realizada por D. Pedro I, às margens do Riacho do Ipiranga no dia sete de setembro de 1822. A obra foi de responsabilidade do arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, que levou seis anos para ser construída na colina onde aconteceu o evento mais importante na história do Brasil.

No dia 15 de novembro de 1889, exatamente cem anos após o ato de D. Pedro I, foi inaugurado o monumento-edifício em estilo renascentista, junto a uma estátua em homenagem ao "grito", que hoje faz parte do conjunto denominado “Parque da Independência”, que é um marco histórico nacional.

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A obra contou também com uma equipe de paisagistas que construíram um maravilhoso jardim, conforme os mais belos castelos europeus. O Museu conta ainda com um acervo de mais de 125 mil itens, com objetos indígenas, mobiliário, armaria, pinturas, ferramentas, jóias e outros instrumentos, muitos de uso pessoal, que retratam a vida no país, desde os idos de 1500 até 1950. Uma das obras mais conhecidas do acervo é o quadro de 1888 do artista Pedro Américo, "Independência ou Morte". Na área do Museu também podemos encontrar “O Monumento à Independência do Brasil”, uma obra feita em granito e bronze, onde estão os restos mortais de D. Pedro I, de sua primeira esposa, D. Leopoldina.

Em Petrópolis na serra do Rio de Janeiro (Serra dos Órgãos), a 42 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, podemos viver o clima da corte do Brasil Imperial, o lugar é mágico. Petrópolis foi à primeira cidade projetada do país. Fundada por D. Pedro II em 16 de março de 1843, era o local de refúgio da família real, durante o escaldante verão carioca, por até cinco meses. Assim então, Petrópolis passava a ser a Capital do Império. O município também era o refugio dos diplomatas estrangeiros.

Alguns importantes escritores e artistas também se instalavam na cidade a procura de inspiração, entre eles, Machado de Assis, Stanislaw Ponte Preta, Jorge Amado, Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes e Villa-Lobos.

Projetada pelo engenheiro militar alemão Major Júlio Frederico Koeler, as terras foram arrendas e distribuídas aos imigrantes alemães e italianos, que pagam até hoje seu uso a família Orleans e Bragança, os herdeiros de D. Pedro II. Suas ruas foram batizadas com nomes de cidades e regiões da Alemanha.

Depois de 49 anos de governo de D. Pedro II a monarquia chegou ao fim, mas Petrópolis manteve seu estatus de capital política, hospedando todos os presidentes da república, no Palácio do Barão do Rio Negro, atual casa de verão da Presidência da Republica. Cada presidente deixou um pouco de seu carisma, em algum ponto do edifício.

Getúlio Vargas era o mais assíduo freqüentador, alguns afirmam que ele recebia chefes de estado e ilustres visitantes, deitado confortavelmente na banheira, localizada no porão do palácio, com seu inseparável charuto. No quarto que pertenceu ao Presidente Juscelino Kubitschek, podemos sentir um pouco da presença do visionário político. Mas o Palácio do Rio Branco também foi um local de tortura durante o regime militar, deixando uma triste marca em seu majestoso e imponente edifício.

Petrópolis possui uma peculiar arquitetura, rodeada de casarões e pequenos palácios, entres eles destaca-se o Museu Imperial, a residência de D. Pedro II, onde encontramos as jóias da coroa e outros objetos que pertenceram à família real. De quinta a sábado, a partir das 20h, é apresentado o espetáculo “Som e Luz”, um imperdível show de efeitos visuais na fachada do museu. Alugando uma carruagem, podemos visitar a casa do Barão de Mauá, onde reparamos que na sala principal, no chão de madeira nobre, figura o brasão do império, que o Barão fazia questão de pisar, sempre que estava em casa. A curiosa casa de Santos Dumont, chamada de “A Encantada”, na qual o visitante é obrigado a entrar com o pé direito, uma engenhosa criação do célebre inventor, além de outras particularidades.

Outra atração turística da cidade é a “A Casa da Ipiranga” ou mais conhecida como “Casa dos Sete Erros”, devido às várias combinações de estilos arquitetônicos. Sua fachada foi utilizada pela Rede Globo em diversas produções, como a novela “A Moreninha” e “Era Uma Vez”.

No Centro da cidade podemos admirar “O Palácio de Cristal”, construído na França em 1879, por ordem do Conde D’Eu, e foi trazido ao Brasil como um presente a sua esposa, a Princesa Isabel, uma estrutura de metal, vidro e madeira, onde foi realizada a festa do domingo de Páscoa de 1888, quando a princesa juntamente com seus filhos, entregou cartas de alforria a escravos. Na Catedral Catedral de São Pedro de Alcântara em estilo gótico, estão sepultados no Mausoléu Imperial, os corpos do Imperador Pedro II, de sua esposa, D. Teresa Cristina Maria de Bourbon, de sua filha Princesa Isabel e do Conde D'Eu, além de alguns netos.

Na cidade do Rio do Janeiro a história brasileira esta marcada em diversos locais da capital fluminense, um destes lugares especiais é com certeza o Paço Imperial, um edifício colonial que servia de abrigo para os governantes do Brasil colônia e mais tarde moradia da família imperial, onde ocorreram eventos como a coroação de D. João VI, a declaração de D.Pedro I do "Dia do Fico" e a assinatura da Lei Áurea.

Muito próximo do Paço Imperial encontramos a Igreja Nossa Senhora do Carmo, onde foram coroados D. Pedro I e D. Pedro II, e onde foi realizado o casamento da Princesa Isabel com Louis Phillippe Gaston d'Orléans, o Conde D'Eu. Nesta antiga Igreja também podem ser encontrados parte dos ossos de Pedro Álvares Cabral que estão sepultados em um jazido de chumbo.

      

Em várias cidades pelo país encontramos monumentos e museus que contam um pouco a história do Brasil, mas tudo isso passa sem ninguém perceber, não há uma preocupação em reviver estes fatos históricos, o brasileiro não valoriza a história de sua própria terra mãe e os veículos de comunicação insistem em menosprezar, deturpando a memória nacional, transformando figuras da história em canastrões de comédia pastelão.

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Às vezes, nós criticamos o povo norte americano, por sua postura imperial e arrogância, mas temos quer reconhecer que esta nação valoriza sua história e seu patriotismo, mesmo que sejam as “verdades deles”.

Para tal, a imagem da bandeira dos Estados Unidos está presente em cada residência, suas datas cívicas são comemoradas comLocais misteriosos e fascinantes são atrativos para o turismo em vários locais do planeta apreço e seu hino nacional é tocado e ouvido com sentimento, ao contrário do que ocorre em terras brasileiras, graças às atitudes incompreensíveis e insanas dos homens que fazem as leis, que acabaram por transformar o hino nacional em algo banal, como podemos observar nas partidas de futebol, no campeonato nacional e estadual, onde o hino é tocado sem o menor respeito, por parte do público, jogadores, juízes e cartolas.

A nossa bandeira está manchada pela corrupção que assola o pais de norte a sul, pela mentira e ao abandono que que a nção se encontra, graças nossos pseudo-governantes, que usa a míséria e a falta de informação como meio para agariar votos e pernanecer no poder.

Em Cornélio Procópio, talvez pela ausência de uma educação mais atuante e por que não dizer pela falta de criatividade, nossos atrativos culturais e históricos estão se perdendo, áreas onde se encontram monumentos históricos podem ir parar nas mãos do mercado imobiliário.

Apesar de possuirmos uma paisagem natural de encher os olhos, uma majestosa estátua sacra em bronze muito mal aproveitada, algumas praças que de tantas reformas perderam a sua beleza original, um maravilhoso bosque totalmente desprezado, dois museus esquecidos, águas quentes localizadas em um hotel de lazer que está mais voltado a outros centros, várias faculdades, um comércio regular e a isana e eterrna esperança de mais de trinta anos que o "Parque da Mônica" um dia será construido aqui, a cidade vive em constante depressão.

Para piorar mais ainda, não vejo um cuidado especial em se manter a os fatos que vieram a formar a nossa cidade e nem as pessoas que o fizeram. Os Museus de História e História Natural não têm apoio nenhum e sobrevivem a duras custas, um deles já se encontrando em completo estado de abandono..

Não há um memorial ou um local digno exclusivamente para a relembrar nossos pais e avós, os chamados “pioneiros”, que labutaram nesse “chão vermelho” para erguer um povoado e deveriam ter uma homenagem a altura de seus feitos. A antiga estação ferroviária e a rua na qual a cidade floresceu virou abrigo de prostitutas e viciados.

É lamentável ver o local onde o Príncipe de Gales passeou e admirou as grandes árvores se transformar em um local tão decadente e sem nenhum respeito a essas mesmas árvores que foram cortadas para saciar os caprichos de laguns poucos poderosos, que logo estarão derrubando os prédios históricos.

     

Os mais novos não conhecem a trajetória dos homens e mulheres que embaixo de muita lama formaram esta cidade, que ergueram edifícios, construíram casas, abriram ruas e formaram famílias. São procopenses vindos dos mais variados locais que criaram a história de nossa cidade e que certamente cairão no esquecimento.

As futuras gerações nunca vão poder conhecer e celebrar os feitos dessas grandes pessoas que pisaram neste solo e fizeram diferença, coisa que já não acontece a mais ou menos 30 anos ou mais nesta cidade.

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