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A HISTÓRIA DO JAZZ

 

Por Enio Trevizani

Deixando um pouco de lado as coisas de errado que acontecem neste mundo, vamos falr de sobre algo que sou verdadeiramente apaixonado, o Jazz, que não é som um estilo musical, mas uma verdadeira cultura que engloba gastronomia, comportamento, história, expressão cultural e outras forma de arte. O estilo conheço desde pequeno, através do cinema dos anos 40 e 50, mas a cultura foi me apresentada um pouco mais tarde.

A palavra “Jazz” não possui um significado definido e tem suas raízes na gíria dos negro norte americanos do região sul do país. Nascido nas Ruas de Nova Orleans, cidade do estado da Luisiana no entre o final dos século XIX e Início do século XX, o Jazz esta ligado diretamente à cultura afro-americana que incorpora o blues e swing do ragtime de forma mais harmônica, regada na improvisação como elemento essencial, que abusa de escalas musicais que nunca são as mesmas. Há uma variedade de estilos como o Dixieland, o Swing das Big Bands, o Bebop, o Jazz latino e o Fusion que é o mais contemporâneo no qual eu não sou muito fã.

 

Marginalizado e ligado a músicos que levavam sua frustação na bagagem, no início o Jazz estava associado às áreas deprostituição de Nova Orleans, onde a população negra, devido à política de segregação morava e vivia as suas vidas de miséria. Neste locais, apesar da proibição da venda de bebida alcoólica nos Estados Unidos durante as décadas de 20 e 30, a venda era feita de foram ilegal, onde lotava os bares, o que contribuiu para o avanço do Jazz, ganhando a reputação de ser um estilo musical imoral.

O interessante é que nesta época e até os dias de hoje, os músicos eram contratados para tocarem em funerais. Neles, se tocava música solene no caminho ao cemitério e posteriormente no caminho de volta eram executadas versões de músicas como a Marcha Fúnebre em estilo ragtime, costume ainda usado em Nova Orleans.

Banda de Dixieland tocando nas ruas de Nova Orleans

Falar em Nova Orleans e Jazz e falar em Louis Armstrong, apesar de não ser o fundado do estilo e surgir anos mais tarde, Armstrong foi o grande divulgador, levando à música negra dos guetos a sociedade americana e tornou o Jazz a o som do cinema de Hollywood por décadas.

Louis Armstrong, a figura mais marcante do Jazz com seu enorme sorriso, aprendeu a tocar seu trompete na cadeia, após ter sido levado a uma casa de recuperação para jovens ainda adolescente por causa de uma confusão nas ruas de Nova Orleans. Ao sair da prisão passou a integrar uma banda, mas pelo seu enorme talento acabou formando seu própria grupo.  Armstrong levou o Jazz para Chicago de Al Capone, onde atualmente é um atrativo cultural e turístico na cidade, igualmente como em Nova Orleans que os músicos costumam tocar nas ruas.

 

 

Outra figura que integrou este mundo e ajudou a divulgar o Jazz foi Billie Holiday. Com sua voz marcante, ligeiramente sensual e rouca, Billie nasceu pobre com pais adolescente. Teve uma vida difícil, foi violentada ainda criança e internada em uma casa de recuperação para menores. Aos doze anos de idade, trabalhava lavando o chão de prostíbulos. Aos quatorze anos, morando com sua mãe em Nova York, caiu na prostituição.

Sua vida como cantora começou em 1930. Estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai à rua em desespero, na busca de algum dinheiro e ao entrar em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, onde não se deu bem. Com pena da jovem, o pianista da casa perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo tornando uma das maiores cantoras de sua época. A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie Holiday, sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, o que se refletia em sua voz, morrendo com apenas 44 anos de idade.

 

Louis Armistrong e Billie Holiday Juntos em Nova Orleans

Outro que em minha opinião é um dos maiores jazzista de todos os tempos é Charlie Parker, também conhecido como “Bird”, ofundador do Bebop. Sua reputação como um dos melhores saxofonistas é tal que ele é considerado insuperável. Por várias vezes, Parker fundiu o Jazz com outros estilos musicais, do clássico à música latina, abrindo um caminho seguido mais tarde por outros.
Consumido pelo álcool e pelas drogas, Parker teve uma existência breve e trágica. Parker contabilizou duas tentativas de suicídio e uma longa internação em um sanatório, antes de chegar ao fim, aos 34 anos. Sua aparência era tal na época que o legista atribuiu ao morto a idade de 65 anos.

Cole Porter o grande compositor dos maiores sucessos de Hollywwod e da Broadway, é conhecido pela notoriedade de suas canções que marcam até hoje. Porter também é conhecido como um dos maiores intelectuais da sua época, tornando-se um dos membros da chamada "Geração Perdida".

 

Ella Fitzgerald, a "Primeira Dama da Canção", com uma extensão vocal notória pela pureza de sua tonalidade, sua dicção, fraseado e entonação impecáveis, bem como uma habilidade de improviso "semelhante a um instrumento de sopro", particularmente no Scat.
Sendo uma das intérpretes supremas do Jazz, teve uma carreira que durou 59 anos, venceu 14 prêmios Grammy e recebeu a Medalha Nacional das Artes do presidente americano Ronald Reagan, bem como a Medalha Presidencial da Liberdade, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush.

Glenn Miller foi um dos artistas de mais vendas entre 1939 e 1942, liderando uma das mais famosas Big Bands. Os triunfos de Miller nos salões de dança basearam-se em orquestrações doces executados meticulosamente. O som do trombone de Miller, imediatamente reconhecível e muito copiado, baseava-se em princípios musicais muito simples, como foram todos os seus grandes sucessos, incluindo a sua própria composição.

Frank Sinatra se tornou um artista solo de sucesso sem precedentes no início e meados dos anos 1940, sendo um ídolo. Sua carreira profissional estava parada no início da década de 1950, mas renasceu em 1953 ao vencer o Óscar de melhor ator secundário por sua performance em From Here to Eternity.

Miles Davis, o “King of Blue”, um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos osdesenvolvimentos do Jazz desde a Segunda Guerra Mundial até a década de 1990. Ele participou de várias gravações do Bebop e das primeiras gravações do Cool Jazz. Foi parte do desenvolvimento do Jazz Modal e também do Jazz Fusion que originou-se do trabalho dele com outros músicos no final da década de 1960 e no começo da década de 1970.
Como trompetista Davis tinha um som puro e claro, mas também uma incomum liberdade de articulação e altura. Ele ficou conhecido por ter um registro baixo e minimalista de tocar, mas também era capaz de conseguir alta complexidade e técnica com seu trompete.

Davis tocou com o grande pianista Bill Evans e o saxofonista John Coltrane que resultou em uma enorme influência para outros músicos em um disco que marcou a história chamado “The King of Blue” de 1959.

Isto tudo é uma pequena parte da história desta música que penetra na alma. É muito difícil definir o som, mas para “marinheiro de primeira viagem” que queira conhecer este estilo musical que esta ligado a uma região cultural dos Estados Unidos na qual se compararmos como nossa realidade, seria algo semelhante a Salvador, na Bahia, mas com um som diferente, o Jazz que também esta ligado a gastronomia “Creoule” do sul daquele país, a dança, ao cinema, o teatro, a literatura a arte de forma geral que ganhou o mundo, aconselho que começa a conhecer ouvindo a partir de Miles Davis, passando a Charlie Parker e se aprofundando nas divas Billie Holiday, Ella Fitzgerald, além de Louis Armstrong e os notórios Artie Shaw, Bill Evans, Charlie Parker, Diana Krall, Dizzy Gillespie, Duke Ellington, John Coltrane, Oscar Peterson, Frank Sinatra e Tony Bennett.

Miles Davis & John Coltrane juntos tocando So What do disco "King of Blue"

 

Fonte: A História do Jazz e biografia dos artistas

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