COMPARTILHAR

A ESCOLINHA DO PROFESSOR PROCÓPIO

 

Por Enio Trevizani

20 / 07 / 2014

Depois de quase 20 anos longe de Cornélio Procópio, ao voltar para o seio da cidade pensando que ia encontrar um ambiente de tranquilidade política, me deparei com vários assuntos escabrosos

Só no meio legislativo foram vários: elevação de salários, taxas criadas para encher cofres públicos sem justificativa, aumento no número cadeiras na Câmara quando os vereadores se diziam contrários, desculpas e mais desculpas sem nexo ou explicações, reuniões relâmpagos de 15 minutos, viagens sem motivos plausíveis, displicência com os problemas urbanos e com as obras paradas, ausência de transparência, a "entrega" da cidade para a questionável SANEPAR, denúncias sem investigações, conivência com a administração municipal e muitas mentiras.

A balburdia persiste mesmo com certa mudança do colegiado depois das eleições de 2012: mais escândalos encobertos, a farra das diárias praticamente permanece, invasão de terrenos, doações de bens públicos para terceiros que não são tão terceiros assim, tentativas de mudanças nas leis municipais e por aí vai.

Vieram os protestos, mas os envolvidos foram calados devido a supostas ameaças dos "Barões e Coronéis" da política local, ficando tudo como sempre foi.

Chegamos aos dias atuais e o que se vê é a “Novela Lágrimas de Aurora”, que deve terminar como os dramalhões mexicanos e logo esquecida.

O interessante é que os políticos procopenses fizeram "escola" e Santa Mariana, o município vizinho, a cerca de 12 Km de distância da nosso, que foi criado para ser uma comunidade irmã, visto que Mariana era a filha do Coronel Cornélio Procópio, pelo visto, por hora não seguiu o legado da “família”, porém quem esta se qualificando na condição de parente mais próxima é a cidade de Uraí, nossa outra propínqua , a qual seus vereadores se tornaram alunos da “Escola do Professor Procópio” e seguem as mesmas atitudes dos políticos locais, apoiando cegamente as ações do prefeito sem questionar, deixando o povo de lado, não se atentando aos problemas do município e fechando os olhos para qualquer situação suspeita como cordeiros, ou seriam os lobos?

Quando eles desejam, obrigam o chefe do poder público a sair pela porta dos fundos , mas quando o outro que assumiu assinou um contrato com uma empresa para transportar pacientes aos postos de saúde da região sem ninguém saber, segundo denúncia, a qual nem os ônibus estão registrados no DETRAN, conforme apurado, acusaram quem delatou o fato de se meter em assuntos que não são de seu interesse.

Eles realmente estão sendo bons alunos e devem passar de ano com nota 10.

O que é curioso é que "uraí” é uma planta da qual os indígenas guaranis extraíam o “curare”, veneno com que untavam suas flechas e lanças.

A substância negra e mortal da planta que se parece com um tipo de cipó, era usada pelos guaranis para se defenderem dos inimigos. O veneno age deixando a vítima paralisada, enquanto o cérebro se mantém lúcido. A morte é lenta sobrevinda por asfixia (situação semelhante que passamos com a ação de certos políticos, quando vemos tudo e não podemos fazer nada e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência).

Continuando com a história da cidade e deixando por um breve instante a frustação que temos pelas pessoas que nos governam, apreciando a fonética da palavra indígena, os primeiros colonizadores japoneses que chegaram a região em 1936 para exploração madeireira e na sequência o cultivo de café e rami, batizaram aquela localidade de imensa vegetação com o nome da planta.

Com a chegada de mais imigrantes nipônicos, o vilarejo que pertencia a cidade de Assaí, cresceu e se tornou distrito. Em 1947 foi alçada a condição de município e hoje a simpática Uraí conta com uma população de cerca de 15 mil habitantes, ou seja, moradores que pagam seus impostos e têm o direito de saber o que seus "eleitos" andam fazendo como qualquer cidadão brasileiro de respeito.

Para quem pensava que o caldeirão político de Cornélio Procópio fervilhava como em nenhum outro lugar com as atrapalhadas administrativas do alcaide, a soberba dos vereadores, com a vice-prefeita sumida que depois apareceu e até o momento não revelou o que quis dizer sobre uma carta que deixou ao se desligar da Secretaria de Saúde mencionado erros no sistema de trabalho que agitou o legislativo, a cidade de Uraí nos brinda com show de horror semelhante.

Mas o triste nisso tudo é que a situação não é com a do saudos personagem de Chico Anysio, o Professor Raimundo,que enfatizava o baixo salário dos docentes brasileiros, nestecaso, ospolíticos ganham um bom salário, que é pago pela população que é traída pelos seus interesses pessoais.

Por aqui o mestre vira monstro, como no filme do comediante Jerry Lewis, “O Professor Aloprado”, contudo, não são loucos e muito menos atrapalhados, pelo contrário, são extremamente espertos e ardilosos como as velhas raposas.

 

PENSE NISTO!!

CURTA NO FACEBOOK E FAÇA O SEU COMENTÁRIO!!

® Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.


Visitantes On Line

 

Copyright® 2013 - 2014 Crônicas Procopenses

Todos os Direitos Resevados - Cornélio Procópio - Paraná