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CORNÉLIO PROCÓPIO, A CIDADE DAS ILUSÕES PERDIDAS

 

Por Enio Trevizani

15 / 06 / 2014

Desumanos, ingratos, cruéis e desleais. É assim que devo classificar alguns políticos procopenses, pois não há uma definição melhor para estes canalhas, fora a própria sociedade que vive em uma ilusão perpétua, onde tudo ocorre as mil maravilhas e mesmo que a cidade caia nos índices de desenvolvimento e perca a sua população a cada ano, o município é uma ilha de prosperidade, cultura, segurança, qualidade de vida e modernismo no norte do Paraná.

A fantasia é o carro chefe da política e a comunidade procopense concorda com o devaneio de sermos os maiores, os melhores em quase tudo. Neste pequeno "Reino do Nunca", o denunciante vira vilão e o sol é tampado com uma peneira, todos os assuntos de interesse são desviados para uma notícia que trás uma quimera qualquer, que segundo eles, vai salvar a todos.

A vergonha jorra pela província que se nega a evoluir, promovendo o descaso para quem mais necessita, abandonando os que precisam de um pouco de calor humano, um abrigo para os dias de frio ou um prato de sopa quente, firmado por seis almas precitas que estão comprometidos com a soberba e a inveja que os atormenta.

O essencial é usar a mídia de forma frenética, com artigos pré-fabricados, aparecer na TV como paladinos ou dando entrevistas em programas de rádio, exibindo sua embófias, não se importando com a repercussão negativa de seus atos e decisões ineptas, que são vinculadas nos meio de comunicação e levados ao conhecimento do povo de todo país que se galhofa com suas imbecilidades.

Para a população o mais importante são os mexericos que afetam a vida alheia, as festas, as eternas promessas e a nostalgia de um tempo que se foi, sem contar o preconceito contra jovens e a intolerância que desfavorece quem deseja viver a vida com mais alegria.

A erudição, a ação de desenvolver as faculdades intelectuais e morais que geram o livre pensamento que repercute em uma opinião independente e livre da coletividade é algo que causa espanto, incomodando “os senhores do atraso perene”.

Desde os anos 70, ou antes disso, a comunidade procopense vive em um palco de ilusões perdidas no tempo, onde os sonhos caem por terra graças aos poderosos que jogam com o destino dos mais humildes, ajudados pelas tramas e artimanhas dos mais ricos, com suas intrigas que tentam criar um contraste entre a vida nos grandes centros com o cotidiano do interior.

A cidade mais parece um livro de Balzac com a sujeira da política que atende os interesses pessoais e desdém o cidadão comum, com suas trocas de favores em benefício próprio e a bajulação estúpida a quem não merece, contando com uma parte da mídia que vai de acordo com a maré em troca alguns tostões e uma sociedade alienada a tudo que está a sua volta.

A realidade não importa enquanto houver o “pão e o circo” promovido por políticos sórdidos, gente gananciosa que visa o lucro predatório e o coronelismo que manipula o sistema afetando os mais humildes, os empresários, universitários, repórteres, cronistas e demais pessoas que desejam o melhor para a cidade.

 

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