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QUANDO DEIXAMOS DE SER CLERICAIS E PASSAMOS A SER UMA NAÇÃO LAICA OS VALORES HUMANOS SE PERDERAM

 

Por Enio Trevizani

23 / 03 / 2014

Há tempos a religião deixou de influenciar os governos, passamos a ser uma nação laica, mas por ironia, ainda figura nas notas dos Reais a frase “DEUS SEJA LOUVADO”.

 

Quando isto aconteceu?

No Brasil, a igreja começou a se afastar das instituições governamentais no final do Séc. XIX e já no início do Séc. XX, Benjamin Constant e Rui Barbosa, deram mais ênfase neste distanciamento, influenciados pela laicidade na França e nos Estados Unidos.

Finalmente, todos os laços que ainda permaneciam foram expurgados na Constituição de 1988, que está em vigor no país até hoje, que rompe qualquer relação de "dependência ou aliança" de autoridades com os líderes religiosos, com exceção de "colaboração de interesse público”.
                              
Para quem se lembra, a partir daí os valores vêm se perdendo, porém quanto um país se torna instável, onde a corrupção e violência imperam, a fé em Deus aumenta, segundo estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology, que afirma que quando a confiança no governo é abalada, a crença em um poder divino consequentemente se eleva.

Podemos ver isto nas igrejas evangélicas que surgem todos os dias, nas “Marchas Cristãs” e a grande manifestação popular na visita do Papa Francisco recentemente ao Brasil, que parou o Rio de Janeiro. Isto também explica que apesar do número de pessoas que se dizem não pertencer a qualquer religião no país vem crescendo, ninguém afirma que não acredita em um ser espiritual, ou seja, a fé está igualmente presente nos que não seguem um grupo religioso.

Sem exageros ou intolerância, a presença de um sentimento religiosos em uma nação é de vital importância para a uma aliança e estabilidade social, visto o exemplo do povo judeu, que ficou unido por cerca de 2.000 anos após serem expulso de sua terra natal e graças a esta união, voltaram e criaram um país coeso.

A aproximação e uma valorização na instituição religiosa por parte dos governantes se fazem necessárias. Até mesmo os líderes políticos dos Estados Unidos possuem um conselheiro espiritual, como Obama, que recebe orientações do pastor Franklin Graham, filho de Billy Graham, que acompanhou vários presidentes americanos e durante a sua vida foi exemplo, pregando para soldados em guerra, denunciando Apartheid na África e a segregação dos negros em seu país.

Mas no Brasil deve se tomar cuidado, Fernando Collor de Melo durante o seu breve governo se meteu em magia negra, segundo a sua esposa, Dilma deve ter um conselheiro humanista, filho do comunismo arcaico ateu que defende a dissolução da família conforme a vontade dos líderes petistas.

Caso os próximos presidentes desejarem possuir um conselheiro espiritual, certamente oportunistas como o casal Hernandes, Silas Malafaia, Edir Macedo e Marcos Feliciano, que já exercem certa influência em políticos de menor escalão, eleitos por eles mesmos e outros religiosos de personalidade duvidosa, das mais variadas denonimações, pois há gente de má indole em qualquer lugar, deverão se aproximar, aí e coisa vai piorar para grupos minoritários e religiões afro-brasileiras.

Independente disso, a presença de uma religião ou crença, qualquer que seja, mas que não promova descaradamente “Doutrina da Prosperidade”, a cura dos males do corpo, sem levar em consideração a alma que esta mais enferma e que defenda os valores morais nas famílias, na sociedade com um todo e nos governantes, através de um exemplo de maior relevância espiritual, poderiam influenciar, juntamente com o incentivo a outras atividades, como uma melhor e educação e esporte, para diminuir a violência e a perda da vida.

O presente prestígio dos traficantes e criminosos sucumbiram à figura dos padres, pastores e outros líderes espirituais, como também dos mestres do ensino. Os jovens com oportunidades reduzidas e até mesmo os com maior poder aquisitivo, porém menos atenção, acabam sendo levados pelo sentimento de ostentação, do dinheiro fácil e o poder que esmaga qualquer valor humano, levando-os para o mundo de crimes, os quais são protegidos por uma lei paternalista sem precedentes, quando o que mais importa é o conhecimento que enobrece a alma e eleva o ser humano a presença de algo mais poderoso que qualquer sensação materialista sem valor.

 

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