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O GRANDE TEATRO DA POLÍTICA PROCOPENSE

 

Por Enio Trevizani

16 / 03 / 2014

Na semana passada, a população procopense ficou chocada com as fotos publicadas de um trabalhador que sofreu um acidente em uma borracharia no começo do ano e está ainda esperando por uma cirurgia, pois a sua perna e braço estão fraturados.

O que impressionou foi o ferimento aberto na perna do senhor, que devido à aplicação de uma armação de aço, ainda estava aberto.

Logo depois da publicação da matéria, a qual a esposa relatou o sofrimento que o companheiro passou na Santa Casa e ainda passa, o poder público começou a “se mexer”, até a própria secretaria de saúde encaminhou o senhor para o hospital para apressar a cirurgia e a sociedade aplaudiu o empenho da direção do órgão.

Muito bem, mas o assunto precisava vir a público com imagens chocantes para que o trabalhador recebesse a devida atenção?

Terá que ser sempre assim? Um operário morre esmagado por uma placa de concreto e aí o poder público começa a discutir sobre a fiscalização nas obras da cidade?

Vai ter que morrer um comerciante ou uma família nas mãos de assaltantes para que a segurança pública tenha prioridade? Alguém vai ter que se ferir seriamente nas ruas esburacadas para que elas passem por manutenção? Ou uma criança ser picada por uma cobra venenosa para que os terrenos sejam limpos?

Que um aluno da rede pública tenha uma overdose em um banheiro sujo para melhorar o monitoramento nas escolas para afastar os traficantes?

Que as chuvas varram um bairro inteiro para que os bueiros sejam limpos?

Que um manifestante mais radical ateie fogo no próprio corpo dentro da Câmara Municipal para que os vereadores vejam que ali não é lugar de conchavos, desperdícios, politicagem barata e autopromoção?

Que falada faculdade de medicina vá para outro lugar para que eles tenham consciência que não possuem o mínimo de influência e são meros fantoches manipulados por políticos profissionais e oportunistas, que os usam para garantirem suas cadeiras na Assembleia do Estado ou a Federal?

O papel da imprensa é fundamental, mas os governantes têm que ter “vergonha na cara” para evitar que um cidadão se exponha e mostre a humilhação que vem sofrendo, graças à péssima administração em vários setores públicos, inclusive na administração estadual.

Aí vem uma vereadora desavisada, aleia aos problemas primordiais da cidade e faz um duro discurso contra a secretaria de esporte em um exercício evidente para se aparecer, visto que ela não tem feito nada plausível desde que foi eleita.

O esporte necessita de incentivo, isto é fato, mas a população como um todo precisa de mais dignidade e atenção. Isto não inflamaria uma exposição de ideias mais objetivas por parte do poder legislativo em suas enfadadas sessões?

Os membros do legislativo local deveriam parar de viajar com o dinheiro público, indo constantemente a Brasília ou Curitiba, principalmente o chamado de "O Humilde", para aparecerem em fotos bajulando políticos mesquinhos, dizendo que estão agradecento por verbas liberadas em nome da população procopense, quanto não têm autorização para isso, sendo um total desrespeito com todos nos, pois o dinheiro vem dos impostos pagos pelos cidadãos que os elegeram e eles não fazem nada além de sua obrigações, não sendo favor a ninguém.

Teatro, tudo aqui é uma grande encenação que engana até os mais velhacos, exaltando os espíritos dos bajuladores e aqueles que recebem um “incentivo por baixo dos panos” para darem o seu vital apoio, que acabam pulando de um galho para o outro, conforme muda o jogo.

O ex-alcaide e seu grupo está voltando com sua força costumeira, novas e velhas lideranças começam a mostrar as suas faces, o que causa certo desespero para quem esta no poder, mas se fossem sábios e se antecipassem, não esperando sites e jornais locais anunciando a desgraça cotidiana, certamente teriam mais credibilidade.

os coadjuvantes que participam do “triste espetáculo teatral” esperando para entrarem em cena na coxia do palco e nunca são chamados, mas não deixam de defender cegamente seus “astros principais da política”, enchendo de tolices insensatas as redes sociais, atacando sem argumentos plausíves os que pagam caro o ingresso para assistir a pérfida representação e cobram por uma melhor atuação dos bazofiadores atores sem postura, contudo, este pequeno grupo de fiéis espectadores não são ouvidos, nem por quem representa, tampouco por quem patrocina o show de frustações, que é a própria comunidade.

O bom nisto tudo que em meio ao caos surge um paladino, que não atua como fanfarrão, um homem da vida real a serviço da lei, que em poucos semanas à frente da 11º Subdivisão Policial já prendeu vários criminosos, inclusive em apenas um dia solucionou um assassinato bárbaro e mandou os acusados para a cadeia, demonstrando que não se deve esperar e que todo profissional se adianta aos fatos, sendo uma pessoa proativa, inteligente e eficiente no trabalho que realiza, ainda mais se tratando de um cidadão público, que acaba ganhando a confiação da sociedade, não a envolvendo em um ambiente de eterna ilusão.

Nós, os críticos que estamos atentos a tudo que ocorre de forma imparcial, não queremos menosprezar ninguém, muito menos rechaçar o trabalho desenvolvido pelo poder público nos últimos dois anos e suas conquistas.

Na realidade desejamos é mais respeito e menos soberba, que as metas sejam cumpridas e as promessas não caiam no esquecimento, que a cidade de Cornélio Procópio, estagnada desde os anos 70, venha a se desenvolver de forma planejada como tantas outras que se destacam no Estado, municipíos estes que possuiem uma adminisração mais eficaz, que deixaram de de lado o pensamento provinciano e a autopromoção política, comum no Norte Pioneiro, para se dedicaram mais a melhoria da qualidade vida dos seus habitantes.

 

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