ELES TENTAM, MAS SÃO BARRADOS NO LEGISLATIVO PROCOPENSE

 

Por Enio Trevizani

24 / 04 / 2017

Ao término das últimas eleições, surgiu um nome que soprou como uma brisa de renovação no legislativo de Cornélio Procópio. Raphael Sampaio, um competente advogado com DNA político herdado do seu polêmico pai, que fez história na cidade, deixando um legado no cenário político procopense.

Juntamente como Vereador Fernando Peppes, Raphael seria a oposição ao prefeito, mas o que não se esperava, era que ambos seriam impedidos de criarem projetos que favorecessem a comunidade e exercerem a principal função do legislativo, FISCALIZAR O EXECUTIVO e pior, tentando impedir a onda de favoritismo que Raphael ganhou, em uma artimanha covarde, lacaios tentaram o jogar contra a população quando este questionou os custos em relação ao Carnaval procopense, dinheiro este usado que até o momento não foi revelado.

Ao longo de um pouco mais de seis meses, Raphael e Peppes criaram e apresentaram projetos como o “PROGRAMA PERMANENTE DE INCENTIVO À LEITURA E A SEMANA MUNICIPAL DE INCENTIVO À LEITURA”, como também propuseram a “MERENDA ESCOLAR DIFERENCIADA” para portadores de doenças relacionadas à alimentação, sabendo da importância da alimentação das crianças na escola, principalmente para as mais carentes.

Pediram a instalação de câmeras de segurança nas praças Brasil, Botafogo e no Calçadão, além da reativação do sistema já instalado no Cristo Redentor, que são áreas de lazer na cidade, a última um importante atrativo turístico no Estado, as quais estão sendo tomadas por usuários e traficantes de drogas, além de outros tipos de criminosos, ocorrendo até tiroteios próximos a locais onde crianças brincam.

Solicitaram a execução a “LEI DO PASSE LIVRE” para os estudantes, projeto este que foi abandonado na gestão passada e pediram informações quanto projeto “TALENTO PROCOPENSE”, onde deveria ser reconhecidos os destaques do esporte de Cornélio Procópio através de bolsas para estudo e treinamento, além da criação de áreas com infraestrutura para a prática desportiva na cidade e apoio ao esporte amador, que apesar de trazer bons resultados, sobrevive graças boa vontade dos atletas, que pagam do próprio bolso o transporte e hospedagem nas cidades onde são realizados jogos, ao contário do que é divulgado.

Eles ainda conseguiram junto ao governo do Estado, através de deputados, verba para recapeamento asfáltico, que a prefeitura anunciou como obra conquistada pela própria administração, não mencionado o nome deles.

Pediram explicações sobre a compra de uma camionete cabine dupla no valor R$ 161.000,00, ao que tudo indicava para ser utilizada pelo Gabinete, quando se falava em crise financeira e falta de dinheiro.

Questionaram sobre os valores pagos no IPTU e um suposto esquema para favorecer grandes devedores de impostos na cidade.

Buscaram informações quanto a construções das Unidades de Saúde e Hospital Regional, um assunto que virou tabu e uma grande dor de cabeça para atual administração, que se encontra parada e sem alguma esperança de ser concluída devido a vários fatores, o que deve favorecer cidades na região caso volte a se falar em Faculdade de Medicina.

Ficaram preocupados com a Zona Azul, com a “rasteira” que sofrerem os funcionários públicos com a questão dos salários, com o asfalto de má qualidade nos bairros novos, a falta de iluminação e recentemente, uma grande soma em dinheiro, cerca de meio milhão de reais repassado pela SANEPAR, que aparentemente desapareceu dos cofres públicos.

Todos os projetos e questionamentos foram vetados pelos demais vereadores, o que demonstra a conivência com o executivo e a tentativa de impedir que Raphael ou Peppes se sobressaiam sobre eles, que até o momento não fizeram nada pela cidade, além de gastar o dinheiro do povo, aparecer em fotos e bajular o alcaide.

Esta narrativa pode parecer institucional, tendenciosa ou provocativa e certamente comentarão que estou em comunhão com os vereadores citados acima, o que não é verdade.

Tenho sim amizade com Raphael Sampaio e sua família, chegamos a trabalhar juntos e ele é apoiador do "Crônicas Procopenses", não como político, mas como advogado antes mesmo de ser vereador.

O conheço como profissional e ser humano, mas não terei zelo ou ficar melindrado em criticá-lo caso faça algo que vá contra a opinião pública, a moralidade e ética na questão política, quanto a isso, estou mais que tranquilo.

Quando a Peppes, não o conheço pessoalmente, mas venho acompanhando o seu trabalho, que até foi vítima de ataques em relação a sua atividade profissional no governo do Estado e o salário que recebe, que não podemos confundir ou enlear com a sua atuação como vereador, que ssobressai perante aos outros ao que se refere aos problemas da comunidade, principalmente na questão dos bairros.

Neste artigo apenas reconheço e enalteço os que tentam desenvolver algo pela cidade, pois eles não possuem um canal de informação que lhes dê oportunidade de falar, situação oposta dos outros, que fazem uso de vários, que sempre lhes recebem com todos os louvores, a não ser as redes sociais e a Rádio Cornélio, que sempre esteve de portas abertas exercendo a democracia dando oportunidade a quem queira se expressar .

Garanto que busquei informações dos demais vereadores e teria o maior prazer em relatar seus feitos positivos, mencionando nomes e sobrenomes, mas após esperar por alguns meses e realizar pesquisas que não deram resultados satisfatórios, encontrado apenas notícias envolvendo ações policiais, viagens sem justificativa, jogos de interesse pessoal e conluio com o executivo, nada mais, acabei desistindo e chegando a conclusão que é aonde se vai parar quando se fala em política em Cornélio Procópio.

Cabe salientar, que após a publicação deste artigo, o legislativo procopense "tomou vergonha na cara" e acatou o pedido do vereador Raphael Sampaio sobre o "Caso SANEPAR", que juntamente com o vereador Ton Joslim, suplente de Fernando Peppes, que teve que se ausentar por determinado período, obtiveram uma primeira resposta da empresa.

Segundo o repórter "censurado e banido por falar a verdade", Odair Matias, a SANEPAR afirmou que o dinheiro foi depositado normalmente em uma conta para o Fundo Municipal do Meio Ambiente, porém  na prefeitura,  ninguém sabe dizer onde está o dinheiro ou qual o número da conta.

Na discussão sobre o requerimento em plenário na Cãmara, como era de se esperar, o líder do executivo, o vereador Edmar Gomes, chegou a dizer que a conta foi localizada, mas não revelou  o número da mesma para que fosse feita a devidafiscalização, ficando o caso ainda sem as devidas explicações. 

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